Jatene corta orçamento de combate ao Aedes

segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Enquanto o País se une para combater dengue e zika, o governador corta verbas que seriam usadas na luta contra epidemias
(Foto: Betina Carcuchinskip)
Só este ano, o Pará já registrou 16 casos de zika. E já são quase 40 episódios suspeitos de microcefalia relacionados à doença, no Estado, com duas mortes. Os números são da própria Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). E ainda há os milhares de paraenses que já contraíram dengue. Zika, dengue e chikungunya - como todo brasileiro já aprendeu - são males causados pelo mosquito Aedes aegypti. A situação é, portanto, muito grave. O governador do Pará, porém, não parece muito preocupado com os dados da sua Secretaria de Saúde.

No ano passado, Simão Jatene aplicou um corte de 7% nas verbas destinadas ao combate de epidemias no Estado. Tecnicamente chamados de “ações de vigilância epidemiológica”, esses programas incluem, entre outras coisas, campanhas de prevenção a enfermidades e combate propriamente dito aos vetores, como o Aedes aegypti, o maior perigo para a saúde do brasileiro atualmente.

Terrenos abandonados são focos do Aedes.
(Foto: Fernando Araújo)
Todos os especialistas são unânimes num ponto que parece óbvio, mas que, pelo visto, não causa preocupação ao governador do Pará: cortar investimentos no combate a doenças favorecerá o aumento do número de pessoas infectadas. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o infectologista Kleber Luz, diretor da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, afirmou que “a redução da vigilância pode ser responsável pelo aumento da incidência de casos de dengue, zika e chikungunya”.

BONS EXEMPLOS
Em sentido contrário ao de Jatene, outros governadores, atentos à gravidade do cenário atual, aumentaram as verbas de combate à dengue, zika e chikungunya em seus Estados. De todo o Brasil, o Estado que registrou maior aumento de investimentos na luta contra epidemias foi Goiás, com acréscimo de 38% no orçamento. Minas Gerais (6%) e Rio de Janeiro (5%) também optaram por gastar mais com saúde.

Para deixar Jatene ainda mais em dívida para com o povo do Pará, até Estados do Norte elevaram suas verbas de combate a epidemias. No Acre, por exemplo, o aumento nesse orçamento foi de 23%. A mesma atitude tiveram Roraima e Amazonas, com acréscimo de 15% e 3%, respectivamente. Nosso governador, para o desespero da população, tem outras prioridades, como torrar dinheiro público com publicidade, setor que consumiu R$ 216 milhões dos cofres do Estado, nos últimos 5 anos.

SEM RESPOSTA

Procurada pela reportagem do DIÁRIO, a Secretaria de Estado de Saúde não se pronunciou sobre a redução nas verbas de combate a epidemias no Pará.

(Diário do Pará)

Destaque

Inscreva-se no nosso canal do Youtube!

Veja Também

Acidentes (649) Altamira (951) Anapu (47) Belo Monte (220) Belo Sun (13) Brasil (1667) Brasil Novo (630) Celebridades (77) Ciência (177) Cinema (67) Clima e Tempo (40) Curiosidades (761) Desaparecidos (10) Eleições (178) Esporte (72) Governo Federal (310) Ibama (56) Imprensa (107) Internet (342) Itaituba (164) Justiça (624) Marabá (37) Medicilândia (160) Mundo (769) Música (125) Norte Energia (185) Novo Repartimento (23) Pacajá (38) Pará (776) Placas (43) Polícia (2008) Política (1038) Porto de Moz (25) Religião (529) Rurópolis (67) Santarém (201) SBT (290) Souzel (35) Tecnologia (215) Televisão (344) Transamazônica (342) Tucuruí (39) Uruará (291) Vitória do Xingu (123)