Viagem de Dilma não deverá mudar percepção dos EUA sobre impeachment

sexta-feira, abril 22, 2016
A viagem da presidente Dilma Rousseff a Nova York, onde fará um discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) e deverá dar declarações a jornalistas estrangeiros questionando o processo de impeachment que está sofrendo no Congresso, não deverá alterar a posição do governo dos Estados Unidos sobre o assunto.


A expectativa é a de que o Departamento de Estado americano permaneça distante das disputas políticas internas do Brasil e de que à princípio não adote posicionamentos contrários nem favoráveis ao impeachment.

Essa posição foi adotada na segunda-feira, quando o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse que os Estados Unidos acompanham de perto a situação política do Brasil e o processo de impeachment de Dilma. “Certamente é um momento político desafiador para o Brasil, mas, como dissemos, as instituições são suficientemente maduras para endereçar os desafios do país”, disse ele, na ocasião. “Nós estamos confiantes que os brasileiros vão atuar sobre essas questões políticas democraticamente e de acordo com os princípios constitucionais”, afirmou Kirby.

Em vários debates recentes realizados em Washington e em Nova York sobre a situação política do Brasil, a visão que está prevalecendo é a de que, apesar da crise política e econômica que o país atravessa, as soluções estão sendo buscadas dentro de vias institucionais. Nesses eventos, tanto especialistas americanos quanto brasileiros têm afirmado que, se de um lado a Operação Lava-Jato revelou vários casos de corrupção envolvendo autoridades e ameaça a permanência deles em seus cargos, tornando incerta a condução política do país, de outro, o processo está sendo conduzido com independência por procuradores da República e juízes, o que mostra o amadurecimento das instituições brasileiras.

O fato de o processo de impeachment ter sido conduzido pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) onde responde a duras acusações de envolvimento em episódios de corrupção na Petrobras, foi amplamente divulgado na imprensa americana como um aspecto crítico à votação naquela Casa.

Por outro lado, as afirmações dos ministros do STF de que o processo de impeachment segue ditames da Constituição e o fato de a Corte ter indicado um rito que está sendo seguido pelo Congresso também tem sido ressaltado nos debates com especialistas.


Na manhã desta sexta, Dilma fará um discurso na Assembleia da ONU sobre mudanças climáticas. A sessão terá início às 9h30 e ela será uma das primeiras lideranças a se manifestar. Às 10h50, Dilma vai participar da assinatura do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Às 12h, ela deverá participar de almoço com chefes de Estado. No período da tarde, a presidente pretende conceder entrevistas a jornalistas estrangeiros. O retorno ao Brasil deverá acontecer entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado.

Valor

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