Temer suspende patrocínio de R$ 11 milhões para blogs políticos

sábado, junho 18, 2016
Governo diz que verba publicitária financiava opinião política
O presidente interino Michel Temer - Evaristo Sá / AFP / 16-6-2016
O governo previa gastar este ano mais de R$ 11 milhões com patrocínios em sites de política. Após a posse do presidente interino, Michel Temer, no dia 13 de maio, essas despesas tiveram seu pagamento suspenso em junho. A justificativa para a suspensão dos contratos, segundo fontes do Palácio do Planalto, é que o dinheiro público estava abastecendo blogs de opinião, o que, na avaliação da nova gestão, contrariava o interesse público.

O campeão de patrocínio federal, sob a gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff, era o site Brasil 247, idealizado pelo jornalista Leonardo Attuch, cuja previsão de patrocínio para este ano somava R$ 2,1 milhões. No documento que o Jornal O GLOBO teve acesso, 19 sites recebiam patrocínio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Ministério da Justiça, Ministério da Previdência Social, Ministério da Educação e Ministério da Saúde.

Já o jornalista Luis Nassif, idealizador do site GGN, receberia até o fim do ano R$ 1,15 milhão. Em terceiro lugar estava o Diário do Centro do Mundo (DCM), dirigido pelo jornalista Paulo Nogueira, com previsão de receber R$ 1,11 milhão este ano. Também recebiam patrocínios de estatais e ministérios os sites Conversa Afiada, Carta Maior, Esmael Morais, O Cafezinho, Opera Mundi, Viomundo, Pragmatismo Político, Revista Forum, Sul 21, Carta Capital e Sidney Rezende.

Um interlocutor do presidente interino explicou que alguns desses sites, como o Congresso em Foco, o El Pais, o Blog do Kennedy Alencar, o Observatório da Imprensa e o Fato Online, têm características jornalísticas e conteúdo de interesse público, mas que, por uma questão jurídica, a Casa Civil não conseguiu diferenciar tecnicamente esses dos demais e foi obrigada a solicitar o cancelamento de patrocínios a todos eles.

Os jornalistas Sidney Rezende e Luis Nassif também tiveram contratos de programas na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) cancelados. A medida foi tomada por Laerte Rímoli, que assumiu por três semanas a presidência da empresa. Por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, o jornalista escolhido por Dilma para comandar a EBC, Ricardo Melo, retomou o posto e viabilizou a concessão de uma entrevista de Dilma a Nassif, na condição de colaborador da empresa.


Destaque

Inscreva-se no nosso canal do Youtube!

Veja Também

Acidentes (677) Altamira (985) Anapu (48) Belo Monte (222) Belo Sun (13) Brasil (1731) Brasil Novo (639) Celebridades (85) Ciência (182) Cinema (70) Clima e Tempo (41) Curiosidades (822) Desaparecidos (10) Eleições (197) Esporte (73) Governo Federal (331) Ibama (57) Imprensa (112) Internet (366) Itaituba (170) Justiça (654) Marabá (39) Medicilândia (165) Mundo (799) Música (127) Norte Energia (186) Novo Repartimento (23) Pacajá (40) Pará (822) Placas (44) Polícia (2072) Política (1120) Porto de Moz (25) Religião (540) Rurópolis (70) Santarém (209) SBT (295) Souzel (35) Tecnologia (226) Televisão (357) Transamazônica (349) Tucuruí (45) Uruará (299) Vitória do Xingu (126)