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Caso Feliciano: Delegado pode pedir prisão de Patrícia Lélis

Patrícia Lélis será indiciada por denunciação caluniosa
A Polícia Civil de São Paulo já tem uma conclusão sobre o suposto sequestro da jornalista Patrícia Lélis, que também acusa o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de abuso sexual.

Segundo o delegado que acompanha o caso, a jovem não foi mantida em cárcere privado durante sua estadia em São Paulo. Por fazer uma suposta denúncia falsa, ela deve ser indiciada e até pode ser presa temporariamente, caso não responda ao pedido da polícia de viajar para capital paulista para prestar depoimento.

Na sexta-feira passada, a jovem afirmou à polícia que o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, a sequestrou e a manteve em cárcere privado para que ela fizesse vídeos desmentindo as acusações contra o deputado do PSC.

Em entrevista a EXAME, o delegado do 3º DP (Campos Elíseos) de São Paulo, Luiz Roberto Hellmeister, afirma que a denúncia é falsa. “A investigação sobre o suposto sequestro e cárcere privado está concluída", afirmou.

Patrícia é ainda suspeita de crime de extorsão, mas as investigações sobre o caso continuam em andamento.

Em vídeo, publicado na íntegra pelo blog Coluna Esplanada, Patrícia e Bauer aparecem supostamente negociando um suborno, entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, para que ela mudasse a versão contra Feliciano.

Hellmeister afirma que já solicitou à defesa de Patrícia que a leve para São Paulo para que ela seja indiciada por denunciação caluniosa. Diante da resistência do advogado da jovem, José Carlos Carvalho, de conduzi-la para a capital paulistana, Hellmeister afirmou que pode pedir a prisão temporária da jornalista.

O delegado explicou ainda que “se Patrícia for espontaneamente a São Paulo, não fará o pedido de prisão temporária”, mas que “pode solicitar a prisão preventiva da jovem após o término do inquérito.”

Segundo Hellmeister, Artur Mangabera, que teria sido intermediário para receber o dinheiro de Bauer pelo silêncio de Patrícia, será indiciado por extorsão.

A EXAME, o advogado de Patrícia afirmou que não levará a jornalista a São Paulo. Carvalho disse que a jovem “é despida de recursos para realizar a viagem”, diz.

A pena para o crime de denunciação caluniosa é de reclusão de 2 a 8 anos e multa. Já para o crime de extorsão, a pena é de reclusão de 4 a 10 anos e multa.

Com informações do Exame

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