Paciente tetraplégico se emociona ao ficar em pé com ajuda de maca elétrica

segunda-feira, novembro 07, 2016

Nove meses depois que sofreu um acidente de carro, no município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste paraense, o vigia Lenilson Jesus Araújo, de 34 anos, sentiu, pela primeira vez, a sensação de ficar em pé novamente. Isso foi possível com o uso da maca elétrica ortostática no atendimento de reabilitação do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, onde o paciente está internado desde o mês passado, sob os cuidados da equipe de Cirurgia Plástica. A unidade é referência em atendimento de trauma de média e alta complexidades na região.

Visivelmente animado com a experiência, o paciente disse acreditar que voltará a andar futuramente. “Desde que sofri o acidente, só movimento a cabeça e o ombro. Pensei que nunca mais teria essa sensação de ficar em pé. Foi a melhor coisa que aconteceu. O próximo passo é andar. Confio em Deus”, contou Lenilson, otimista, enquanto era observado pelo amigo que o acompanha na unidade, Gilson de Lima, e demais pacientes internados na mesma enfermaria, todos alegres com aquele momento.


O equipamento é utilizado em grandes centros neurológicos do País. No HRSP, pacientes acamados, com limitação de movimento e com uso de traqueostomia podem usá-la em sessões de fisioterapia. Segundo o fisioterapeuta do hospital, Fábio Coelho, dentre as vantagens da prancha, destacam-se a sensação de ficar em pé, psicologicamente a melhora do campo de visão e, na parte física, benefícios à circulação sanguínea, respiração e funcionamento de alguns órgãos, podendo, ainda, diminuir a espasticidade, que é a musculatura enrijecida.

O fisioterapeuta argumenta que, em pacientes com lesão do sistema nervoso central, a maca possibilita o fenômeno denominado neuroplasticidade, uma forma que o neurônio tem de estimular uma célula do sistema nervoso, que esteja inativa, sendo possível a recuperação de funções como fala, olhar e movimento, em alguns casos.

Durante as sessões, a mudança de posição do paciente, a partir da prancha, deve ser feita de maneira gradativa, sempre consultando o usuário sobre o que está sentindo. Por isso a pressão arterial deve ser aferida quando ele está deitado e após ficar em posição de 90 graus. É que, por conta da longa permanência no leito, o paciente pode sentir mal-estar porque não está mais acostumado a ficar em pé.


Para o diretor Geral da unidade, Valdemir Girato, o uso da maca ortostática representa um grande benefício na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde na região. “Isso é um enorme avanço para os nossos pacientes, haja vista que o hospital é uma unidade de alta complexidade e atende a vários pacientes de longa permanência, sendo que a maioria deles apresenta dificuldade para se locomover”, afirma o administrador.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional do Sudeste do Pará possui 115 leitos. O foco do atendimento é nas especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. O índice de satisfação do usuário nos últimos anos é de 94%.

Por Aretha Fernandes

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