Cerimônia celebra os dez anos de excelência do Hospital Regional da Transamazônica

sexta-feira, dezembro 16, 2016

Em dezembro de 2006, com a proposta de descentralizar a saúde e desafogar a capital, foi inaugurado o Hospital Regional Público da Transamazônica. Nesta quarta-feira, 7/12, a unidade completou a primeira década de existência, sendo gerenciada, desde a sua inauguração, pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade, embora jovem, já possui uma marca expressiva: 2,6 milhões de atendimentos. E, neste ano, a gestão do hospital foi agraciada com um dos maiores títulos da área da saúde: a certificação da Organização Nacional de Acreditação ONA 3 - Acreditado com Excelência.

Para comemorar a data, os números e a gestão de qualidade reconhecida nacionalmente, foi realizada uma cerimônia no pátio do HRPT. Estiveram presentes: Vitor Mateus, secretário de Saúde do Pará; Cônego Ronaldo de Souza Menezes, presidente do Conselho de Administração da Pró-Saúde; Paulo Czrnhak, diretor operacional da Pró-Saúde no Pará; Edson Primo, diretor geral do HRPT; Rogério Kuntz, primeiro diretor do HRPT, e atual diretor do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE); diretor Geral do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), Hebert Moreschi; diretor Geral do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), Saulo Mengarda; diretor Geral do Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), Valdemir Girato; diretora Geral do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Alba Muniz; diretora assistencial do HMUE, Ivanete Robert; o médico radiologista, Arthur Lobo e o secretário municipal de Saúde de Altamira, Waldecir Maia. A Câmara Municipal foi representada pelo vereador Marquinhos.

O secretário de Saúde do Pará, Vitor Mateus, enfatizou a qualidade do serviço público. “Não tenho nenhuma dúvida de que a grande determinação de se fazer os hospitais regionais foi uma aposta certa e Altamira é um bom exemplo desta iniciativa. A população reconhece o hospital como centro de excelência, encontra aqui uma saída para um problema de saúde. A gente tem condição hoje de dizer: valeu a pena. Depois de dez anos, o hospital é bem cuidado e com valorização ao humano”.

O presidente do Conselho de Administração da Pró-Saúde, Cônego Ronaldo de Souza Menezes, afirmou que a entidade trabalha para prestar um serviço de qualidade, administrando os recursos públicos com transparência. “É uma conquista, mas acima de tudo um projeto realizado, porque o que era sonho ontem, hoje, com o bom gerenciamento e responsabilidade no emprego dos recursos públicos, o hospital é uma realidade. E a Pró-Saúde, nesses dez anos de existência do hospital, tem servido a contento à comunidade. Atualmente, o hospital é respeitado como uma unidade de excelência na Amazônia”, ressalta.

Paulo Czrnhak, diretor operacional da Pró-Saúde no Pará, diz que a administração bem-sucedida é fruto de um planejamento alinhado e que leva em consideração, sobretudo, a humanização do atendimento. “Eu diria que hoje, dez anos passados, desde a sua inauguração, nós estamos colhendo os resultados do que lá atrás foi planejado, pensado, repensado e sempre teve o foco de buscar a resolutividade e a satisfação da população aqui atendida”, disse. “O hospital nasceu com a proposta de prestar um serviço de qualidade e fundamentado no amor, na humanização e na segurança do paciente. Em todo esse processo dos dez anos, ele conquistou o nível três da ONA, superando grandes instituições de referência no eixo Rio, São Paulo e Porto Alegre”, completa Czrnhak.


Edson Primo, diretor geral do HRPT, comenta que há muitos relatos de histórias de superação, de conquistas e de muito empenho, de homens e mulheres que deixaram seus lares, para cuidar do próximo de maneira que eles possam voltar as suas casas, com condições de seguirem suas vidas. “Este hospital foi inaugurado em dezembro de 2016 com o objetivo de preencher o vazio assistencial em saúde que existia. As pessoas tinham que sair daqui, e irem até Belém para buscar atendimento. Desde então, os serviços que elas precisam, nas mais variadas especialidades, são encontradas aqui. Se formos levar em conta o tamanho da população desta região da Transamazônica/Xingu, e o nosso número de atendimento, observamos que cada morador, teria passado aqui, cerca de oito vezes”, finaliza.

O primeiro diretor do HRPT e atual diretor do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), Rogério Kuntz, também participou da celebração e reiterou que a unidade é imprescindível para a região. “É uma grande satisfação ver o que o Hospital da Transamazônica representa hoje para nossa região, como se consolidou como principal referência de saúde.”

Nessa cerimônia houve uma homenagem aos colaboradores que atuam desde a inauguração do hospital. A líder do Serviço de Processamento de Roupa (SPR) e Serviço de Higiene e Limpeza (SHL), Rosa de Paula Leite, foi uma das trabalhadoras reconhecidas. Ela trabalha na unidade há uma década. “Sou uma profissional de muita responsabilidade e também de sorte. Me orgulho em fazer parte desta instituição. Ao longo desses anos, eu conquistei maturidade profissional, experiência e, também, algumas realizações pessoais, como a minha casa, minha moto e o mais importante: minha formação superior em pedagogia”, comemora.

O médico radiologista, Artur Lobo, também homenageado, participou do processo de implantação da unidade e falou sobre a estratégia de descentralizar a área da saúde, obtendo resultados significativos. “Nesses dez anos, estamos colhendo o fruto de um trabalho árduo feito lá no primeiro ano de administração do governador Simão Jatene. Idealizou-se a descentralização da saúde no estado do Pará, por meio da criação dos hospitais regionais. Estive à frente dos hospitais regionais durante quatro anos e uma das coisas que a gente nota é com relação à diminuição do Tratamento Fora de Domicílio (TFD)”, cita. “Nós notamos que diminuiu bastante a ida de pacientes para a capital, ou seja, os hospitais regionais têm resolutividade, eles conseguem resolver in loco os problemas de saúde na sua maioria”. Artur Lobo ainda ressaltou a maior conquista do hospital, que é a satisfação do usuário do serviço, de 99,15%, considerando esta última década.

O Hospital Regional Público da Transamazônica se consolidou como um atendimento de retaguarda de urgência e emergência. É referência para aproximadamente 500 mil habitantes que fazem parte dos nove municípios da Região Integração do Xingu. São 22 especialidades oferecidas, entre elas, Pediatria, Clínica Médica, Neurologia e Neurocirurgia, Cirurgia Geral, Vascular e Pediátrica. Além disso, o HRPT também oferece exames cujos resultados saem no mesmo dia, para facilitar o atendimento aos pacientes oriundos de outros municípios, evitando, assim, vários deslocamentos até Altamira.

O mecânico Alex dos Santos, de 21 anos, por exemplo, foi internado no HRPT depois de sofrer lesão na coluna, mais precisamente nas vértebras 3 e 4. Para corrigir o trauma, o paciente necessita de uma cirurgia de artrodese de coluna cervical, procedimento de alta complexidade, especialidade que na região da Transamazônica/Xingu não era ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, no entanto, a cirurgia é uma realidade para a população que utiliza a saúde pública do Pará. “Aqui, estou recebendo o tratamento adequado, fui imobilizado e estou sendo bem tratado. Fico feliz em poder receber esse tratamento na minha região, próximo da minha família e amigos. Eu não teria condições de ir para outro Estado”, revela Alex.

Outro diferencial do HRPT é ser a única unidade hospitalar, na região do Xingu, a possuir um serviço de Hemodiálise. O hospital possui 97 leitos e um Centro Cirúrgico com quatro salas. Contabiliza, ainda, 2.675.885 atendimentos, sendo 28.654 internações, 22.855 cirurgias, 2.045.500 exames, 224.399 atendimentos ambulatoriais e 86.446 sessões de hemodiálise. “É um volume de trabalho expressivo. A gente só tem que parabenizar todo esse esforço em função da relação entre o grande volume e a qualidade habilitada com o reconhecimento nacional da ONA”, como ressalta Vitor Mateus.

Por Thaís Portela - Ascom - HRPT
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