Descobertas arqueológicas revelam as lendárias ‘minas do rei Salomão’

quarta-feira, janeiro 25, 2017
A extrema aridez da região permitiu que os arqueólogos encontrassem um material rico que foi analisado comprovando os relatos bíblicos


Escavações na região mais inóspita de Israel descobriram indícios de onde ficavam as minas do rei Salomão. O trabalho dos arqueólogos será mostrado na edição de fevereiro do Journal of Archaeological Science.

Essa descoberta foi anunciada pelos arqueólogos Erez Ben-Yosef, Dafna Langgut e Lidar Sapir-Hen que encontraram indícios das minas em Timna, no extremo sul do país, e no deserto do Negev encontraram ruínas de estábulos e depósitos de minério onde um dia se localizavam os maiores campos de fundição de cobre do reino.

As escavações conseguiram provar a extensão do reino de Salomão, o maior território que Israel já teve em sua história, comprovando os relatos bíblicos.

Os artefatos recuperados passaram pela datação e foi comprovado que se trata de peças do século X antes de Cristo, o que coincide com as datas do reinado de Salomão.

Até antes dessas escavações não haviam evidências históricas sobre a extração de minério de cobre, mas as ruínas de Timna mostram que havia minas e fundições ativas durante o reinado de Salomão, indicando que o Vale de Timna realmente abrigada as minas mencionadas na Bíblia.

Trabalho nas minas de Salomão


Os materiais orgânicos encontrados estavam preservados por conta da extrema aridez da região, o que fez com que ossos de animais, sementes e pólen em pilhas de esterco de burro fossem estudados.

A análise do esterco revelou que os animais eram alimentados com o bagaço de uva em vez de palha, mostrando que os animais passam por uma dieta forte para que eles aguentassem o trabalho de transportar o cobre retirado das minas.

A análise dos ossos de animais e das sementes também mostram que os escravos passavam por uma dieta rica para ter condições físicas de desempenhar os trabalhos que exigiam esforço físico.

Ben-Yosef, Langgut e Sapir-Hen afirmam que a disposição do esterco, armazenado na parte interna das estruturas fortificadas, significa que ele era utilizado como combustível para aquecer os fornos de fundição.

Mas a descoberta não para por aí, os arqueólogos descobriram artefatos que também demonstram que no local havia mais de um tipo de metalurgia. Além de fundir o minério de cobre, também o refinavam e preparavam lingotes. Com informações Live Science.


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