Petista se recusa ler a Bíblia em sessão de Câmara dos Vereadores

sexta-feira, fevereiro 10, 2017
Vereadora saiu em defesa do Estado Laico e sugeriu que fossem feitas leituras do Alcorão e textos ateístas
Petista se recusa ler a Bíblia em sessão de Câmara dos Vereadores
Durante a primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Araraquara (SP), a vereadora Thainara Faria (PT) anunciou aos demais vereadores que não fará a leitura da Bíblia. O regimento interno da casa prevê a leitura do livro como parte da abertura dos trabalhos parlamentares. O “rodízio” obedeceria a ordem alfabética.

“E se ao invés de chamarmos o vereador para ler um trecho da Bíblia, a gente chamasse um vereador para vir aqui e encarnar um caboclo e falar a palavra de outras religiões?”, provocou a petista, que se declara “católica praticante”.

Em seguida, justificou: “Não posso doutrinar minha religião aos outros, isso é um erro. (…) Eu não posso colocar meus interesses particulares e pessoais de religião no ambiente político, isso é um erro”.

Pelo regimento, qualquer vereador que não deseje participar do rodízio, basta solicitar a retirada de seu nome da lista.

A estudante de direito Thainara, aos 22 anos é a mulher mais jovem e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Araraquara. Em seu primeiro discurso, ela defendeu que o Brasil é um Estado Laico e, por isso, todas as entidades governamentais devem ser neutras em relação às religiões.

Curiosamente, ela sugeriu aos outros 17 vereadores que a Câmara deveria fazer a leitura de outros livros sagrados, como o evangelho kardecista, o Alcorão e até mesmo textos sobre o ateísmo.

Câmara

O presidente da Câmara da cidade, Jeferson Yashuda (PSDB), explica que regimento interno da casa desde 2006 prevê a leitura da Bíblia nas sessões. “Foi passada uma lista para todos os vereadores e eles assinalaram que desejariam, por ordem alfabética, ler um trecho da Bíblia. A vereadora Thainara fez a opção contrária. Na verdade, muitas vezes ninguém perceberia que ela não estaria fazendo, porém ela quis manifestar sua opinião e nós respeitamos a opinião dela”, assevera.

Segundo Yashuda, que está no segundo mandato, é a primeira vez que alguém se posiciona contra a leitura nos últimos anos. “A manifestação dela que causou surpresa, causou essa repercussão toda”.

Por Jarbas Aragão com informações de G1

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