Slideshow

Breaking News

Trump nomeia aliado da indústria petroleira para meio ambiente

Scott Pruitt é um cético do aquecimento global e liderou diversas lutas contra as políticas ambientais de Obama
Scott Pruitt logo antes de se reunir com Donald Trump
(Brendan McDermitt/Reuters)
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, indicou o procurador-geral de Oklahoma, Scott Pruitt, para liderar a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) durante seu governo. Pruitt é conhecido como grande cético, contrário ao aquecimento global e aliado das indústrias petroleiras americana.

O republicano também liderou diversas lutas legais contra a mais importante política ambiental do presidente Barack Obama, o Plano de Energia Limpa da EPA. A medida está no centro da estratégia para conter as mudanças climáticas e requer que os Estados cortem a emissão de carbono.

Como principal promotor de Oklahoma, que tem reservas de petróleo extensas, Pruitt se opõe ao plano e desde 2011 vem tentando revogar a regra por meio de uma ação legal que já conta com o apoio de 28 Estados americanos. Em uma entrevista à Reuters em setembro, Pruitt disse que via o Plano de Energia Limpa como uma forma de coerção federal em relação à política de energia e que o seu Estado deveria ter “soberania para tomar decisões para os seus próprios mercados”.

As notícias sobre a nomeação de Pruitt surgiram na noite de quarta-feira, mas Trump confirmou formalmente a indicação em uma declaração nesta quinta-feira. “Por muito tempo, a Agência de Proteção Ambiental gastou o dinheiro dos impostos em uma agenda anti-energética descontrolada que destruiu milhões de empregos”, disse o magnata. O procurador “inverterá esta tendência e restaurará a missão essencial do EPA que é manter nosso ar e nossa água limpos e seguros”, disse.

Grupos ambientais ficaram temerosos com a escolha de Trump, que assumiu o poder em 20 de janeiro. “Scott Pruitt comandando a EPA é como uma raposa tomando conta do galinheiro”, disse Gene Karpinski, líder ambientalista. Contudo, a indicação se encaixa perfeitamente com as promessas do presidente republicano eleito de fazer cortes na agência e eliminar regulamentações que limitam a produção de petróleo e gás.

Veja