ETs roubaram genes de seres vivos (inclusive humanos) para existir na Terra, diz estudo

segunda-feira, março 20, 2017
FIRST STEP STUDIO/SHUTTERSTOCK 
Pera lá, muita calma nessa hora: quer dizer então que parte do nosso DNA é composto por extraterrestres?

Ok, sabemos que é estranho. Mas veja se não faz sentido: para conseguir sobreviver em um ambiente comum dentro da Terra, é preciso que o alienígena roube genes de outros seres vivos, como os humanos. Concorda?

A teoria muito louca de que seres extraterrestres existem na Terra porque se apropriaram de genes humanos foi publicada em um estudo das Universidades de Oklahoma, nos EUA, e de Heinrich-Heine, na Alemanha.


Alienígenas na Terra

Os genes alienígenas foram localizados pelos estudiosos em algas vermelhas da espécie Galdiera, que povoam o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, e em alguns locais da Itália, da Rússia e da Islândia.


Em geral, seu habitat são águas corrosivas, cheias de ácido, arsênio e metais pesados, que, em um primeiro momento, impediria a existência das algas.

Para sobreviver, elas roubam genes de bactérias e micróbios que, por serem mais simples, conseguem viver sob condições extremas, como temperaturas altas e ambientes extremamente salgados. Na ciência, esse fenômeno é conhecido como transferência horizontal de genes.
VECTORWORKS_ENTERPRISE/SHUTTERSTOCK 
Humanos ETs?

Nos humanos, o material genético de uma pessoa é aquele herdado dos pais. As suas características, por exemplo, podem ser encontradas em sua árvore genealógica.

O que se descobriu é que esses genes extraterrestres, que são de uma espécie completamente diferente, podem ser incorporados ao seu DNA.

“Para entrar com sucesso em seu hospedeiro, o DNA deve primeiro entrar na célula e, em seguida, no núcleo - depois, ele tem de emendar-se no genoma do hospedeiro”, explicam os autores.


Entretanto, os cientistas ainda não sabem exatamente como o DNA consegue saltar de um organismo para outro.

O mesmo mecanismo foi encontrado também em pequenos crustáceos que vivem no gelo do mar da Antártida, e na chamada borboleta monarca.
RAJ CREATIONZS/SHUTTERSTOCK
Enquanto isso, as células do corpo humano contêm estruturas pequenas que geram energia, as mitocôndrias, que possuem seu próprio DNA.

A principal teoria é que elas existiam como formas de vida independentes bilhões de anos atrás, e que de alguma forma se incorporaram nas células dos primeiros seres com célula mais desenvolvidas, como se fosse uma invasão extraterrestre no nosso corpo.

Por Pátrícia Beloni
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