Exclusivo: Roberto Cabrini passa noite no presídio de Alcaçuz para o Conexão Repórter desta semana

sábado, março 25, 2017
No Conexão Repórter deste domingo, 26 de março, Roberto Cabrini passa uma noite em uma das celas do temido pavilhão quatro do presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Para desvendar os segredos do presídio onde ocorreu o massacre que matou 26 pessoas, ele se torna o primeiro jornalista a ter acesso ao interior da fortaleza, que ficou conhecida como inferno em forma de grades, muros e torres. Em uma investigação de uma semana, Cabrini faz importantes revelações sobre os bastidores da guerra entre facções que produziu execuções bárbaras e decapitações. O jornalista percorre corredores sombrios, encontra os túneis cavados, esconderijos onde se ocultavam armas de fogo e valas onde ficavam homens executados.


Em Alcaçuz, Cabrini consegue ficar frente a frente com importantes líderes das organizações criminosas, que se enfrentam em uma região onde também se mata pela disputa do tráfico de drogas fora do presídio.

O programa mostra como vivem os presos, suas rotinas, o que acontece por trás das grades e a ação dos agentes especiais da Força Nacional Penitenciária. O telespectador vai acompanhar o resultado de uma semana de investigação no local onde o confronto aconteceu.
Fotos: Divulgação/SBT
O programa mostra também os relatos das mulheres que perderam maridos e filhos decapitados, além de conversar com o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, que enfrenta pressões de todos os lados com a missão de administrar uma crise que não termina. Cabrini questiona como ele responde a críticas e acusações de que parte de seus homens facilitaram a entrada de armas e por que a onda de conflitos se espalhou com tanta violência em vários presídios do país.

Confira trechos da entrevista de um dos líderes de uma das facções, que participou da rebelião:

Você se arrepende do que fez?
Olha, se eu disser que eu me arrependo, eu vou estar mentindo. Porque, como eu disse, esses caras já mataram mãe da gente, mataram criança.

Você se arrepende de ter cortado cabeças?
Não, eu não me arrependo, não. Porque a criança de três anos de idade que eles mataram e a nossa família que eles vivem expulsando aí, eles não tem arrependimento. E ainda mandam áudio dizendo que tem que caçar nossas famílias.

Você faria novamente?
Com certeza. Isso aí é coisa normal pra gente que vive nessa vida.

Você sentiu o que?
Nada.

Era um ser humano, com a cabeça decepada...
Era, mas se fosse a gente também, eles tinham feito a mesma coisa ou pior.

Mas por que decepar a cabeça?
Porque é a regra da cadeia.

CONEXÃO REPÓRTER
Neste domingo, à meia-noite


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