Família acusa seguranças que prestam serviços a uma mineradora, de serem brutos e truculentos durante ação na zona rural de Canaã dos Carajás

quarta-feira, março 01, 2017
A notícia está sendo amplamente compartilhada nas redes sociais e em grupos do WhatsApp


(Veja o relato feito pela família)

"Na última segunda - feira 27, foi um dia de muita angústia para mim e todos os nossos familiares. Eu estava na fazenda do meu pai localizada na VP 12 (a propriedade faz divisa com o Projeto S11D) e na ocasião, ele e meu irmão saíram cedo junto com alguns trabalhadores para consertar uma cerca para impedir que o gado dele se perca em meio a área da Vale, já que a mineradora nunca cumpriu com que a justiça determinou que seria fazer a cerca em todo o ramal ferroviário.


Então no local que meu pai estava trabalhando apareceram guardas questionando o que estavam fazendo, em resposta meu pai afirmou que estava solucionando o problema relacionado a saída do gado de sua propriedade e em seguida ligou para minha mãe levar os documentos para eles verem que a Vale está em dívida em relação as cercas.

Eles fizeram uma ligação e logo chegou mais um veículo com outros guardas somando 10 ao todo, encapuzados, com armas pesadas, spray de pimenta e facão. Eles chegaram espancando meu pai e rendendo todos os trabalhadores que ali estavam, meu irmão sem aguentar ver a covardia partiu em defesa do meu pai, nesse momento juntaram vários homens para espancar ele, jogaram spray de pimenta neles, deram vários socos, chutes e coronhadas.

Meu irmão chegou a ter convulsões de tantas coronhadas na cabeça, e mesmo assim eles não param, amarraram os dois e continuaram o espancamento e ainda os ameaçaram de morte. Eles só pararam quando minha mãe chegou junto com minha cunhada e um sobrinho de três anos no local, agrediram minha mãe verbalmente e ameaçaram quebrar o celular dela.

No desespero, ela retornou para casa para me buscar e ligar para polícia, mais quando chegamos no local eles já tinham partido com meu pai e irmão, os demais trabalhadores saíram do local ainda rendidos sem poder olhar para trás, porque essa foi a ordem que deram, se alguém olhasse levava tiro.


Ao chegarmos em Canaã fomos para a delegacia onde estavam todos, a imprensa fez a reportagem e na hora da entrevista meu irmão passou mal novamente. E foi hospitalizado.

Só que lidar com uma empresa desse porte é bem difícil porque o país em que vivemos a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco $. Então peço a todos que ajudem a minha família a fazer Justiça, a cobrar das autoridades que sejam justos.

Vamos divulgar esse caso, por que essas pessoas não tem o direito de fazer tamanha covardia. Eu grito por justiça, não podemos admitir que eles abafem esse caso...

Me ajude Canaã, me ajuda região.."

(Assim termina o relato da família)

NOTA
A mineradora respondeu ao e-mail que enviamos à respeito desse caso: Clique aqui e veja a versão da empresa.

Por Gleyson Araujo

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