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"Inimigos da morte": pesquisador tem sucesso ao testar técnica capaz de ressuscitar

PHOTOGRAPHEE.EU/SHUTTERSTOCK
Desde os anos 1960, com a criação da técnica de reanimação cardiorrespiratória através de massagem cardíaca, os médicos descobriram que é possível manter o coração ativo por um tempo. Mas agora, dois cientistas querem ir além: eles criaram um método para “ressuscitar” mortos que, entre animais de laboratório, tem se mostrado eficiente.

Peter Rhee e Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, comprovaram que um corpo pode ser mantido durante horas em um estado "suspenso", entre morte e vida.

Técnica prevê ressuscitar mortos em laboratório
LIGHTSPRING/SHUTTERSTOCK
O procedimento consiste em retirar do corpo todo o sangue e resfriá-lo até 20 graus abaixo da temperatura normal. Em seguida, o sangue é colocado de volta e, bombeado, reaquece o sistema gradualmente. Aos 30 graus, o coração passa a bater normalmente.

O sangue do paciente seria retirado do corpo e, em seu lugar, o paciente receberia uma solução salina que reduz a temperatura corporal. A técnica é baseada no conceito conhecido de que um corpo pode permanecer vivo por mais tempo (cerca de uma ou duas horas) quando está sob baixas temperaturas.

O experimento já foi realizado com porcos e, segundo os pesquisadores, cerca de 90% dos animais se recuperaram bem, sem danos cerebrais aparentes, quando receberam o sangue de volta após ficarem mais de uma hora no "limbo".
SPECTRAL-DESIGN/ISTOCK
Os cientistas, porém, ainda têm o desafio de conseguir permissão para realizar os testes com seres humanos e saber como os pacientes reagiriam ao sangue de outra pessoa. Nas experiências com porcos, os animais receberam o próprio sangue, mas a técnica com humanos exigiria utilização do estoque de bancos de sangue.

Se o método funcionasse com humanos, de acordo com os cientistas, poderia salvar vidas de pessoas que sofreram ataques cardíacos ou mesmo vítimas de lesões graves com facas ou armas de fogo.