Gravidade de denúncias contra Temer não justifica jogar país no caos e na incerteza. É apenas um governo de transição

segunda-feira, maio 22, 2017
O presidente Michel Temer não foi eleito. Não prometeu nada aos brasileiros e nem contou com a confiança voluntária do povo para comandar o país. O fato de Temer ter se tornado presidente da República é apenas uma consequência do desastra político e econômico provocado pela queda de um dos governos mais corruptos de toda a história do país.


Seria inocência supor que o governo Temer não sofresse com a contaminação de mais de 13 anos de governos petistas. Não há como imaginar que o governo Temer flutuaria no Palácio do Planalto, após a instalação de uma verdadeira organização criminosa na administração federal, do monstruoso aparelhamento da máquina pública e na mudança da cultura de gestão implantada pelo PT de Lula e Dilma.

O que é mesmo surpreendente em tudo isso é justamente o fato de Temer ter sobrevivido a tanta podridão, deter conseguido assumir a Presidência da República e ter tido relativo êxito em reconduzir o país à normalidade política e a retomada do crescimento econômico.

É mais que surpreendente a quase inexistência de vínculos de Temer com os esquemas criminosos que reinaram no governo federal ao longo dos últimos quinze anos. O presidente soube usar as ferramentas podres e enferrujadas para ajustar a economia, promovendo a redução de juros, a queda da inflação e avançou com medidas importantes, como a limitação do teto dos gastos públicos, as reformas trabalhista e da previdência. Vindo de onde veio, ninguém esperava que Temer conseguisse o que conseguiu em apenas um ano de governo, metade como interino.

Usar uma gravação clandestina feita por um criminosos contumaz como Joesley Batista, que não conseguiu arrancar nada de "muito" comprometedor do presidente parece um exagero, tendo em vista a gravidade dos crimes atribuídos aos ex-presidentes Lula e Dilma.

Temer não queria receber o dono da JBS de jeito nenhum. O presidente aceitou o encontro apenas após muita insistência de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Não se sabe se Meirelles tinha conhecimento de que Joesley levaria um gravador escondido para tentar arrancar algo comprometedor de Temer. O fato é que ele, Meirelles, é um dos mais cotados para assumir a Presidência, caso Temer não resiste ao ataque da Globo.

Meirelles foi presidente da JBS-Friboi entre 2012 e 2016 e estava no coração da empresa que confessou centenas de crimes na Procuradoria-geral da República. Meirelles era empregado do mesmo Joesley Batista que roubou o BNDES com a ajuda de Lula e Dilma.

Usar uma gravação forjada contra Temer parece algo bastante oportuno para setores do mercado, mas não para o povo, que já não aguenta mais lidar com tantas incertezas. Temer é apenas um presidente transitório, incumbido da tarefa de fazer a transição política nas próximas eleições de 2018. E ele esta indo até bem em sua missão até o momento. A Globo usou um vazamento inescrupuloso feito provavelmente pelo próprio Joesley Batista, que lucrou mais de R$ 1 bilhão no dia do vazamento comprando e vendendo dólares.

Para piorar, a Globo desencadeou todo o caso divulgando uma transcrição falsas de diálogos que sequer constam na própria gravação original. Somente após o levantamento do sigilo da gravação é que se descobriu que não houve qualquer menção ao Cade e nada sobre R$ 500 mil que Joesley estaria repassando a Eduardo Cunha. Foi uma invenção maliciosa que teve o propósito de derrubar o governo naquele mesmo dia. A Globo apontou toda sua artilharia contra o governo e exigiu a renúncia imediata de Temer.

A Globo, o STF, a PGR e o Congresso toleraram o mensalão, o petrolão, o envio de bilhões do povo para países como Cuba, Angola e Venezuela e não fizeram nada. Todos ficaram calados durante os treze anos de corrupção do PT. Lula e Dilma afundaram o país no caos econômico e deixaram mais de 13 milhões de desempregados. Agora querem derrubar Temer por uma gravação inconclusiva sob o ponto de vista jurídico, justamente agora que o governo começava a alcançar os primeiros resultados positivos na retomada na geração de empregos, não parece algo razoável.

A sociedade não é estúpida a ponto de acreditar na santidade de algum político e também não vai se deixar seduzir por uma estratégia de explorar a comoção nacional contra a corrupção para derrubar um presidente com argumentos tão frágeis. O povo também não vai cair na armadilha de ir para as ruas pedir eleições gerais justamente pelo receio da volta de Lula ao poder.

Resta saber a quem interessa tanta bagunça, faltando tão pouco tempo para as eleições de 2018. O custo para o país com o caos provocado pela Globo e setores obscuros da política foi bastante alto para a população e pode ser ainda maior, caso consigam derrubar Temer e colocar Meirelles ou outro em seu lugar.

Não se trata de defender Temer, mas defender o Brasil, que atravessa um momento de grande fragilidade. 2018 está logo ai e Temer poderá responder por seus crimes quando deixar a presidência. O maios importante é preservar empregos, evitar a explosão da inflação, do dólar e dos juros. Evitar que oportunistas causem mais turbulências na economia e faturem bilhões as custas do caso econômico.

Imprensa Viva

Destaque

Inscreva-se no nosso canal do Youtube!

Veja Também

Acidentes (668) Altamira (967) Anapu (48) Belo Monte (221) Belo Sun (13) Brasil (1691) Brasil Novo (636) Celebridades (83) Ciência (180) Cinema (69) Clima e Tempo (40) Curiosidades (790) Desaparecidos (10) Eleições (184) Esporte (72) Governo Federal (320) Ibama (56) Imprensa (110) Internet (351) Itaituba (168) Justiça (637) Marabá (38) Medicilândia (163) Mundo (785) Música (126) Norte Energia (186) Novo Repartimento (23) Pacajá (39) Pará (798) Placas (44) Polícia (2039) Política (1070) Porto de Moz (25) Religião (536) Rurópolis (69) Santarém (204) SBT (293) Souzel (35) Tecnologia (220) Televisão (352) Transamazônica (345) Tucuruí (40) Uruará (296) Vitória do Xingu (124)