Janot deve explicar ao Brasil porque o criminoso Joesley está em Nova York aproveitando o fruto dos seus roubos

sábado, maio 20, 2017
Joesley Batista, da dupla de empresários Wesley & Joesley - foi recentemente fotografado em um sex shop com a esposa Tatiana Villas-Boas. Seria algo digno do pseudo jornalismo de Ego e Catraca Livre, não fosse o fato de que a foto foi tirada em Nova York. E na mesma semana em que o suposto caipira incendiou o Brasil com sua delação premiada. Como nada é tão ruim que não possa piorar, sabemos que a mesma JBS fez uma grande compra de dólares no mercado, sendo uma das maiores beneficiadas pela tensão do dia 18. Como esta companhia tem 80% de sua receita fora do Brasil (comprados graças ao BNDES), não sentem nem cócegas com esta crise.


Esta delação premiada foi avalizada pelo Procurador-Geral da República, o senhor Rodrigo Janot. Embora se dê no âmbito da Operação Lava Jato, a colaboração com os empresários criminosos nada teve a ver com a força-tarefa de Curitiba. É bom frisar este detalhe para esclarecer quem não tomou pé de toda a situação. Estes desavisados podem acreditar que os procuradores de Curitiba e o juiz Sérgio Moro permitiram que um criminoso destes ficasse impune. Não foi o caso.

O acordo entre a PGR e Wesley & Joesley foi mais ou menos assim: vocês confessam o que acharem conveniente. A PGR dá imunidade total, tal qual fazem os conjunges conformados com infiéis contumazes. E só. Nada parecido com a fria Curitiba, onde os empreiteiros, lobistas e operadores vão para o cárcere e são condenados em processos duros com o máximo de rigor permitido pela lei. Onde o sujeito oferece delação premiada para reduzir pena (como Marcelo Odebrecht, que ainda está preso). Em Brasília quem faz os termos da delação são os delatores, já que Janot é quase uma mãe.

Lembrem-se de que não é a primeira vez, temos o intrépido Sérgio Machado. O malandro também saiu gravando deus e o mundo e incendiando o país. Foi dali que a extrema-esquerda retirou seu mantra, mencionando os trechos convenientes da fala de Romero Jucá. "Tira a Dilma, bota o Michel, salva o Lula, e etc". Até hoje serve de arma para dizer que a luta democrática contra uma mulher corrupta foi um golpe palaciano.

O Janot de agora não parece com o Janot dos tempos petistas. Não lembra aquele Janot que era tchutchuca com os petistas e com Cunha era tigrão. Quem se lembra daqueles dias, sabe que bastou o presidente da Câmara romper com o governo para que a PGR caísse em cima dele com um ímpeto poucas vezes visto. Já com Dilma não ouve nada disso. Dilma tentou obstruir a justiça ao menos duas vezes, sem que Janot lhe mostrasse os dentes. Quem se lembra da prisão de Delcídio Amaral após aquela tentativa de dar fuga ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e da divulgação do áudio em que Dilma e Lula tramaram uma conspiração para nomear Lula para o Ministério da Casa Civil (o áudio do Bessias)? A presidente cassada aparece em ambos os casos com papel de protagonista. Mas Janot achou que não era o caso de fazer nada.

Agora nós vemos a tigrada da extrema-esquerda se levantando com a proposta de imediata cassação e eleições gerais. Esta gente simplesmente fingirá que Joesley não falou nada sobre seus senhores, já que a intenção é justamente tumultuar o jogo. Querem não só evitar que a chapa Dilma-Temer seja devidamente julgada, como também tramam algo ainda mais ambicioso: reconduzir Lula ao Planalto.

Enquanto nós mergulhamos mais uma vez no caos, nos debatendo entre a lama e a ameaça bolivariana que já abate pessoas na Venezuela, um dos maiores beneficiados pelo "socialismo dos ricos" (o socialismo dos pobres é a generalização da miséria), passeia com a esposa e planeja sacanagens naquele apartamento avaliado em R$ 30 milhões de dólares que ambos possuem em Nova York. A quem interessa saber, o grupo JBS cresceu com dinheiro do BNDES. Dinheiro do trabalhador brasileiro, que anda de ônibus, que tem o salário corroído por juros, inflação e desvalorização, que é escravo de leis trabalhistas copiadas de um código fascista. Isso quando tem emprego, é claro.

O que Janot concedeu a Joesley não foi uma proposta de delação premiada, já que quem fez a sugestão foi o próprio criminoso. O que Janot fez foi conceder o privilégio da impunidade reconhecida em firma. Isso e a demonização da Lava Jato, já que esta patifaria acaba sendo confundida com imperícia dos rapazes de Curitiba. O mínimo que Janot deve ao país é uma coletiva dando explicações morais e legais para estes bizarros procedimentos. Mas o ideal mesmo seria um pedido de demissão seguido de um pedido de desculpas, por ter usado as disposições de seu cargo para ajudar criminosos e fascistas.

Por Eric Balbinus | O Reacionario

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