'Violência, se for o caso, se combate com violência', diz Bolsonaro

terça-feira, maio 30, 2017
Deputado carioca também declarou que é preciso resgatar a autoridade do professor em sala de aula
Divulgação
Em segundo lugar na disputa pela presidência da República em 2018, de acordo com uma pesquisa do Datafolha, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) listou algumas das linhas de ação que pretende colocar em prática caso seja eleito no próximo ano. As declarações foram dadas durante uma passagem do parlamentar carioca pelo Recife nesta terça-feira.

De acordo com Bolsonaro, a área de Segurança Pública é uma das principais preocupações do Brasil hoje em dia.

"O diagnóstico da violência vem de políticas completamente erradas. É a política de direitos humanos, que tem espaço para quem está contra a lei, do lados dos bandidos. É a política de desencarceramento, é a política do politicamente correto, são as audiências de custódia que muitas vezes acabam prendendo ou processando o policial e não o marginal, é a falta de dar retaguarda jurídica para o pessoal poder trabalhar. A resposta está aí. Me desculpa, mas violência se combate com energia e se for o caso com violência também. Não tem outra linguagem que esse pessoal que está à margem da lei possa entender. Daí passarão a respeitar o cidadão de bem. Hoje em dia o cidadão não tem sequer como dormir em paz dentro de casa exatamente por ter o estatuto do desarmamento que praticamente impede o cidadão de ter uma arma dentro de sua própria residência", afirmou.

Bolsonaro fez uma leitura superficial de outras áreas e pregou uma mudanças de valores na sociedade brasileira.

"A saída passa por investir nos valores, que perdemos ao longo do tempo, como valorizar a família brasileira e modificar o currículo escolar. A escola não é o lugar onde a criança tem que ficar à vontade e satisfazer os seus desejos. Temos que resgatar o poder de autoridade dos professores em sala de aula. É muita coisa errada para você sonhar em ter um país civilizado no futuro", disse.

Defensor da reforma trabalhista, proposta pelo governo Michel Temer (PMDB), Bolsonaro disse que é preciso mudar alguns parâmetros na relação dos trabalhadores e patrões.


"Muita coisa você depende do parlamento e tem que ser assim. Quando você fala de Economia, por exemplo, é você poder exercer uma profissão ou abrir um negócio sem que o estado te atrapalhe. Vá abrir uma empresa ou fechá-la para você ver a dificuldade. Vá ser patroa hoje e dar emprego a alguém. Essa quantidade enorme de direitos que tem no Brasil... não quero que ninguém perca direitos, mas temos tantos direitos que acaba que o exército de desempregados aumenta mais", declarou.

A VISITA

A passagem de Bolsonaro pelo Recife nesta terça ocorreu devido ao sepultamento do ex-jogador do Santa Cruz, Sebastião Tomaz de Aquino, conhecido como “Paraíba, o Canhão do Arruda”, sobrevivente do atentado terrorista ocorrido no Aeroporto Internacional dos Guararapes em 25 de julho de 1966. O corpo do ex-jogador foi no Cemitério de Santo Amaro, na área central da capital pernambucana, local onde Bolsonaro conversou com os jornalistas.


"Sebastião Tomaz era um guarda civil e estava no aeroporto aguardando o general Costa e Silva, que estava vindo fazer campanha, alguns falam em Ditadura, mas o general tava vindo fazer campanha junto à bancada de parlamentares porque a eleição era indireta naquele momento. Foi um ato terrorista. Eu conheci o Sebastião há um ano e pouco atrás, fiz amizade especial com a filha dele e resolvi passar por aqui. Ele foi ferido por uma bomba da Ação Popular, da esquerda brasileira, essa esquerda que diz que lutava por democracia”, declarou Bolsonaro.

Durante a visita ao Recife, policiais militares que estavam nas proximidades do cemitério de Santo Amaro pediram para tirar fotos com Bolsonaro.

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