Barroso faz o discurso mais racista dos últimos tempos sobre Joaquim Barbosa, mas a mídia ignorou o caso. Por que?

sábado, junho 10, 2017
A mídia noticiou amplamente um incidente lamentável na cerimônia de colocação das fotos de dois ex-presidentes do STF, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. A vergonha veio na declaração do ministro Luís Roberto Barroso, que afirmou:


A universidade (Uerj) teve o prazer e a honra de receber um professor negro, um negro de primeira linha vindo de um doutorado de Paris -disse Barroso, em trecho do discurso sobre a trajetória de Barbosa.

É difícil existir um discurso mais racista do que esse. Além de ofensivo, é arrogante. Fico imaginando como Joaquim Barbosa deve ter se sentido no momento. Pior: como todos os negros devem ter se sentido.

Barroso simplesmente deu a entender a excepcionalidade de um negro ser “de primeira linha”.

A vergonha foi tanta que em outra sessão Barroso se desculpou, com a voz embargada:

Não há brancos ou negros de primeira linha, porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos, sendo merecedoras do mesmo respeito e consideração. Eu, portanto, gostaria de pedir desculpas às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado com esta frase infeliz. Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se involuntária e inconscientemente tiver reforçado um estereótipo racista que passei a vida tentando combater e derrotar.

O problema é que a mídia praticamente não tocou no assunto, mencionando o caso apenas de relance. Também não vimos artistas globais exigindo a punição de Barroso.

Imagine se fosse Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes que tivessem dito o mesmo. O mundo iria acabar.

Mas como Barroso é considerado um “progressista” (leia-se: esquerdista) tudo ficou por isso mesmo.

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