Lula defende Maduro após ameaça militar de Donald Trump à Venezuela

quarta-feira, agosto 16, 2017
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (15) o governo do presidente Nicolás Maduro da Venezuela.
Os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (d), comparecem ao funeral do líder cubano Fidel Castro ao lado do presidente de Cuba, Raúl Castro 

Em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), o petista afirmou que Maduro pode não ter "a eloquência e o charme" do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, mas ele não pode sofrer a ameaça de uma intervenção militar do governo norte-americano, como prometeu nesta semana Donald Trump, presidente dos EUA.

"O "Seu Trump" precisa aprender que a gente não resolve conflitos políticos com armas, mas com diálogo, conversa, acordos. E se ele não sabe fazer nós aqui na América Latina podemos ensinar", disse a uma plateia de argentinos e brasileiros no começo da noite desta terça.

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Na última sexta (11), o presidente dos EUA afirmou que o país tem "tropas no mundo todo" e que "a Venezuela não está muito longe", insinuando uma ameaça de intervenção militar.

Foi a primeira vez que Lula saiu em defesa de Maduro desde o agravamento da crise política na Venezuela. Antes dele, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), já havia manifestado apoio público ao regime bolivariano do país sul-americano.

"A gente não pode permitir que qualquer que seja o erro que o Maduro tenha cometido ou que venha a cometer permita que um presidente americano diga que vai utilizar a força para poder derruba-lo", disse Lula durante lançamento do Instituto Futuro, mantido pela Umet (Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho) de Buenos Aires, em parceria com o Ciasco (Conselho Latino Americano de Ciências Sociais).

Lula foi escolhido para ser patrono do instituto e não economizou no "portunhol" durante o evento. Enalteceu a realização do evento no sindicato do ABC. "Aqui não é sindicato de "San Paolo", falou.
Pré-campanha no Nordeste

A dois dias de iniciar sua viagem de pré-campanha pelo Nordeste, Lula afirmou nesta noite que assim como na América Latina, "a política aqui no Brasil está complicada". "A política está judicializada e o Judiciário está politizado", disse ele, que foi condenado a 9 anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela primeira instância da operação Lava Jato em Curitiba, na ação do tríplex no Guarujá (SP).

Lula começa nesta quinta-feira (17) uma caravana por 28 cidades nordestinas em 20 dias. Ao UOL, o petista afirmou que está "preparado" para encarar o roteiro que será feito em ônibus. "Estou vivendo um momento de muita intensidade e de muito preparo físico para aguentar os 20 dias."

A viagem terminará em 5 de setembro, a oito dias do novo depoimento que prestará ao juiz federal Sérgio Moro, na ação penal relativa ao terreno supostamente doado pela empreiteira OAS para sediar o Instituto Lula.

Fonte: UOL

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