Jader quer saber o que está sendo feito com verba destinada à segurança

terça-feira, setembro 05, 2017
O senador pediu, ainda, o apoio do Ministério da Justiça para promover ações que possam minimizar (Foto: Divulgação)
O Pará vive uma crise de violência sem precedentes. Longe dos holofotes da imprensa nacional, o Estado está em clima de guerra civil. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, somente nos 31 dias do mês de agosto foram registrados 51 assassinatos com características de execução, na Região Metropolitana de Belém. Na maioria deles, foram registradas presenças de homens encapuzados usando veículos preto ou prata, ou de motoqueiros de capacetes para não serem identificados. Esses assassinatos estão presentes nos noticiários policiais locais, mas não há nenhum registro deles nas estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social.


Basta dar uma rápida olhada no site da Segup para perceber que não há também nenhuma informação sobre despesas com a segurança do cidadão paraense. Não existe, ainda, resposta dos responsáveis pela segurança pública sobre essa onda crescente de assassinatos bárbaros, sobre seus executores ou sequer sobre os mandantes. “Vivemos em um clima de medo. Algo jamais visto antes em nosso Estado. As pessoas estão com receio de sair às ruas. Não existe nem lugar e nem hora para os ataques de bandidos encapuzados que tiram a vida de pessoas inocentes, de pais de família”, protestou o senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Cansado de ouvir as inúmeras queixas de pessoas que se sentem reféns do crime e da violência no Pará, o senador decidiu arguir a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão ligado ao Ministério da Justiça, sobre o apoio que está sendo dado para o Estado e sobre ações que podem ser desenvolvidas para minimizar o clima de insegurança que toma conta dos cidadãos paraenses.

“O governador não aceita a presença da Força Nacional de Segurança Pública, diferentemente do que acontece no Rio de Janeiro. Lá os crimes estão concentrados nos morros e na periferia das cidades da região metropolitana”, explica. Jader Barbalho lembra que, no Pará, a violência já avança pelo interior. “São crimes claramente identificados como de execução, como o recente assassinato de um empresário na Pratinha, ou o de um policial com 30 anos de serviços prestados à Polícia Militar, ocorrido em Castanhal. Então, por que estão matando? ”, questiona o senador.


OFÍCIO
ALÉM DO APOIO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, JADER SOLICITOU INFORMAÇÕES SOBRE RECURSOS E AJUDAS QUE O ESTADO DO PARÁ POSSA TER RECUSADO, NOS ÚLTIMOS 4 ANOS, E QUE AJUDARIAM A RESOLVER O PROBLEMA

(Igor Reis/DOL)
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