Slideshow

Breaking News

PIB do Brasil sobe 0,2% no 2º tri e economia dá sinais de recuperação


A economia brasileira cresceu no segundo trimestre do ano, e a composição do resultado, segundo analistas, indica que a atividade começa a se recuperar.

O IBGE informou nesta sexta-feira (1º) que o PIB teve alta de 0,2% de abril a junho, frente aos três meses anteriores. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia avançou 0,3%.

O resultado ocorre após o PIB ter crescido 1% no primeiro trimestre, puxado pelo setor agropecuário, o que foi comemorado pelo governo de Michel Temer como o fim da recessão.


Curte nossa página no Facebook e fique atualizado!

O número ficou acima do que esperavam analistas consultados pela agência Bloomberg. A aposta central era de que o PIB subiria 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

No segundo trimestre, o setor agropecuário ficou estável, como era previsto, passado o efeito benéfico da colheita da safra recorde de grãos.


Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, afirma que a economia está no início de um processo de retomada, o que é esperado após três anos de recessão.

A inflação mais baixa e os juros decrescentes são o principal fator de estímulo, avalia a analista.

"Como o efeito da política monetária é crescente, o que começamos a ver agora é apenas o início da recuperação que veremos até o fim do ano", afirmou.

CONSUMO

Como resultado desse contexto, a renda das famílias está em recuperação, o que impulsionou o consumo após mais de dois anos de contração.

Segundo o IBGE, o consumo das famílias cresceu 1,4% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, primeiro resultado positivo desde o fim de 2014.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado também ficou positivo em 0,7%.

Esse número é relevante porque o consumo responde a 65% do PIB. É a conta mais importante de demanda da economia.

O IBGE diz que o consumo das famílias foi influenciado pelo enfraquecimento da inflação no segundo trimestre –que chegou a ser negativa em junho– e pela queda da Selic, a taxa básica de juros, além do crescimento dos salários no período.

Zeina afirma que os indicadores de endividamento das famílias melhoraram, o que abriu caminho para a retomada do crédito. Leitura semelhante ao do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista à Folha.


PIB DO BRASIL


Os saques das contas inativas do FGTS e o encerramento do ciclo de demissões, antes do que previam os economistas, contribuem para este cenário.

Dessa maneira, os serviços ficaram positivo no segundo trimestre, com alta de 0,6% ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a queda é de 0,3%.

Para Silvia Matos, coordenadora do boletim Macro do Ibre/FGV, a composição do PIB sugere que o segundo semestre será de resultados positivos.

"Números negativos para o PIB não estão mais no nosso radar", disse a economista.

Entenda o que é o PIB

O PIB, Produto Interno Bruto, é um dos principais indicadores de uma economia. Ele revela o valor adicionado à economia em um determinado período.

O PIB pode ser calculado pela ótica da oferta e pela ótica da demanda. Os métodos devem apresentar o mesmo resultado.

Desde o último trimestre de 2014, o IBGE passou a aplicar diretrizes da ONU que alteraram parcialmente os cálculos para o PIB. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento, prospecção e avaliação de recursos minerais (mesmo que não sejam encontradas, por exemplo, jazidas de minério ou petróleo) e aquisição de softwares passaram a ser contabilizados no PIB.

Antes, eram encarados como despesas intermediárias e descontadas do cálculo. Pela nova metodologia, os gastos governamentais com a compra de equipamentos militares também passam a ser considerados como investimento, por exemplo.

Com informações da Folha de São Paulo