Atentado em Nova York: Trump pede pena de morte para terrorista

quinta-feira, novembro 02, 2017
Sayfullo Saipov pediu bandeira do Estado Islâmico para seu quarto de hospital
Retrato de perfil de Sayfullo Saipov - ST. CHARLES COUNTY DEPT. OF CORR / AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu pelo Twitter nesta quinta-feira que o terrorista uzbeque responsável pelo atentado em Nova York desta semana seja condenado à morte. Sayfullo Saipov pediu que a bandeira do Estado Islâmico fosse pendurada no quarto do hospital onde está sendo tratado. O homem de 28 anos, que vive há sete anos nos Estados Unidos, ficou ferido no abdômen por um tiro da polícia, que conseguiu prendê-lo logo após ele ter atropelado pedestres e ciclistas numa ciclovia de Manhattan na terça-feira.

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"O terrorista de NYC está satisfeito e pediu que a bandeira do Estado Islâmico seja exibida em seu quarto de hospital. Matou 8 pessoas e feriu gravemente 12. DEVERIA SER CONDENADO À MORTE!", escreveu o presidente na rede social.

A resposta de Trump ao primeiro ataque terrorista em solo americano desde o início do seu mandato é dura e polêmica. Ontem, ele disse que cogitava enviar Saipov para a prisão de Guantánamo, a mesma que o seu antecessor democrata Barack Obama esvaziou e planejava desativar por completo. Guantánamo se tornou famosa quando se tornou o presídio dos combatentes capturados no Afeganistão após a invasão liderada pelos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. As condições dos presos mantidos na base naval americana foram motivo de indignação internacional e alvo de duras críticas, tanto por parte de governos como de organizações humanitárias internacionais.

— Eu certamente consideraria isso (mandá-lo para Guantánamo). Envio-o para Gitmo. — disse Trump, mencionando o apelido da prisão, a repórteres em uma reunião do gabinete, afirmando que "esses animais" precisam enfrentar a punição "muito maior" dos EUA. — Estou iniciando o processo para acabar com o Programa da Loteria de Vistos da Diversidade. Temos que fazer o certo para proteger nossos cidadãos. Iremos nos desfazer desse programa de loteria o quanto antes possível.

Além disso, o presidente deu início ontem ao fim do Programa de Diversidade de Vistos dos EUA, um sistema que que funciona como uma espécie de loteria para conceder o acesso a moradores de países que têm baixos níveis de imigração aos Estados Unidos, como é o caso do Uzbequistão. Desde 1990, a loteria de Green Card outorga aleatoriamente vistos de residência permanente a 50 mil solicitantes de todo o mundo a cada ano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que acabará com o programa, com um pedido ao Congresso para que tome as providências necessárias:

— Estou iniciando o processo para acabar com o 'Programa da Loteria de Vistos da Diversidade'" — disse Trump a jornalistas, acrescentando que "certamente consideraria" enviar à prisão de Guantánamo, em Cuba, o autor do atentado de terça-feira, a quem chamou de "animal". — Temos que fazer o certo para proteger nossos cidadãos. Iremos nos desfazer desse programa de loteria o quanto antes possível.

ATAQUE PLANEJADO PARA HALLOWEEN


O uzbeque atropelou uma dezena de ciclistas e pedestres na terça-feira, até bater contra um ônibus escolar, que o impediu de continuar o caminho até a ponte do Brooklyn. Saipov gritou "Allah Akhbar" ("Deus é grande" em árabe) ao sair do carro. O autor do ataque admitiu ser o autor das notas em árabe que mencionam o grupo Estado Islâmico que foram encontradas próximas a caminhonete. Uma delas dizia "O EI durará para sempre". Na caminhonete também foram encontradas várias facas.

Sem arrependimentos, Saipov pediu para colocar a bandeira negra do Estado Islâmico em seu quarto do hospital, onde está após ter sido baleado por um agente, e se disse "satisfeito com o que fez", segundo a Procuradoria. Os procuradores divulgaram um documento no qual denunciam Saipov por apoio material e de recursos à organização estrangeira terrorista e por violência e destruição com veículo.

Segundo as autoridades, o autor do ataque assistiu a mais de 90 vídeos do Estado Islâmico em seu celular, incluindo um que mostrava o líder do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi. Saipov disse à polícia que seu plano inicial era colocar a bandeira do EI no veículo, mas que acabou mudando de ideia para não chamar atenção.

O uzbeque que protagonizou o ataque terrorista na terça-feira em Nova York era associado ao Estado Islâmico, mas se radicalizou nos Estados Unidos, informou o governador Andrew Cuomo nesta quarta-feira. Com 29 anos, o homem de origem uzbeque morava em território americano desde 2010. A mesquita que Saipov frequenta em Nova Jersey está sob vigilância desde 2005, de acordo com a Fox News, e ficava próxima da casa de Saipov.

O templo que Saipov frequentava faz parte de um grupo de entidades religiosas analisadas pelo Departamento de Polícia de Nova York como possíveis locações para "ascensão de conspirações terroristas", de acordo com a mídia americana. Um relatório de 2006 não faz ligação de atividade criminosa à mesquita de Sapiov, mas indica que "acredita-se ter sido alvo de investigações federais".

Com informações de O Gloibo

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