Preso em Goiás suspeito de contratar o pistoleiro que matou Jones William

quinta-feira, novembro 16, 2017
Imagem: Pará News
Policiais civis do Pará prenderam, na tarde desta quarta-feira (15), Flávio Rodrigues Porto, 39 anos, suspeito de ser o homem que contratou o pistoleiro Bruno Marcos de Oliveira, o Bruno Venâncio, para matar o então prefeito de Tucuruí, Jones William da Silva Galvão. A informação é do jornalista Evandro Corrêa, editor do portal Pará News, de Belém.


O suspeito foi preso no município de São Miguel do Araguaia, no Estado de Goiás, e deve ser recambiado hoje para Belém. Segundo as informações divulgadas pelo portal, Flávio Porto, natural de Rondon do Pará, era o gerente da fazenda do empresário José David de Lucas, apontado pela polícia como um dos intermediários da morte de Jones William. José David de Lucas também foi assassinado em Tucuruí, no dia 6 de setembro deste ano, crime investigado pela polícia como queima de arquivo no caso Jones William.

A Polícia Civil do Pará ainda não divulgou nenhuma informação oficial sobre a prisão de Flávio Porto. Mas sabe-se que o preso deve ser apresentado durante entrevista coletiva no fim da tarde de hoje, na sede da Delegacia-Geral, em Belém.

Relembre o caso



O prefeito de Tucuruí foi morto por pistoleiros na tarde de 25 de julho deste ano, quando vistoriava obras na periferia da cidade. Com a morte de William, o vice-prefeito Artur de Jesus Brito assumiu a prefeitura, mas sua gestão está envolta numa série de problemas, inclusive suspeita de ligação com a morte do titular do cargo.

No dia 30 de outubro, a mãe do atual prefeito, Josy Brito, foi presa pela Polícia Civil sob a acusação de ser a mandante do assassinato de Jones William. Segundo a polícia, ela teria mandado matar o prefeito para que o filho dela assumisse a prefeitura em definitivo. A ideia, segundo as conclusões dos investigadores, era levar vantagens financeiras fazendo negócios com a prefeitura, a partir do momento que o filho Artur Brito fosse empossado como prefeito em caráter definitivo.

Na segunda-feira da semana passada, Artur Brito foi afastado do cargo por força de uma liminar da Justiça, acusado de cometer improbidade administrativa. A acusação foi feita pelo empresário Alexandre França Siqueira, segundo o qual secretários municipais o teriam pressionado para fraudar medições de serviços prestados ao município e repassar R$ 2 milhões em espécie às mãos de Artur Brito.

O prefeito nega envolvimento em qualquer ilícito e diz que a denúncia é motivada porque sua administração suspendeu contratos irregulares de Siqueira com o município. O empresário, por sua vez, também nega qualquer problema em seus contratos com a Prefeitura de Tucuruí e diz que a administração de Artur Brito rescindiu contratos com ele unilateralmente e que suas empresas foram prejudicadas.

Há poucos dias, populares promoveram manifestações em frente à sede da prefeitura e à Câmara de Vereadores, pedindo o afastamento definitivo de Artur Brito do cargo. A tendência, segundo observadores que conhecem bem o município, é de que o clima na cidade, que já é muito tenso, venha a acirrar ainda mais.


Pará News
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