Bolsonaro põe Gilmar Mendes contra parede: 'o que leva um ministro a fazer isso'

domingo, dezembro 24, 2017
‘O que leva um Ministro do Supremo a propor algo que, a princípio, deveria ser de iniciativa do Legislativo ou Executivo?’, questionou o deputado.


O ministro Gilmar Mendes tem se envolvido em diversas polêmicas desde que assumiu o cargo no Supremo Tribunal Federal, principalmente envolvendo suposta parcialidade com suas decisões como magistrado em relação a alguns políticos.


A última medida de Mendes que deu o que falar foi o pedido do ministro para mudar o regime político do Brasil para semi-presidencialismo, ação que não deveria partir dele, sendo parte do poder Judiciário. O deputado federal Jair Bolsonaro está sempre compartilhando suas opiniões nas redes sociais, e dessa vez não foi diferente. O deputado botou o ministro contra a parede, questionando os motivos por trás de tal decisão.

Bolsonaro jogou esse questionamento aos seus apoiadores e ainda questionou a invasão que o ministro realizou a um outro poder, que não o pertence. ''Gilmar mendes quer o semi-presidencialismo. O que leva um Ministro do Supremo a propor algo que, a princípio, deveria ser de iniciativa do Legislativo ou Executivo?''

Apesar de não caber a Gilmar Mendes tal atitude, seu projeto foi arquivado como Proposta de Emenda à Constituição, mesmo sendo ele do poder Judiciário. A discussão levantada por Mendes não tem mesmo apoio parlamentar, mas mesmo assim o Senado tomou a decisão de protocolar a solicitação da mudança.

Polêmicas envolvendo Gilmar Mendes nas últimas semanas


Nas últimas semanas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tem tomado decisões que não ajudaram muito a ele a melhorar sua imagem diante da população, que já não é boa, tendo inclusive um pedido de impeachment em forma de abaixo-assinado organizado pelo povo por meio de um site.


O objetivo era de um milhão de assinaturas, mas já passou desse número.

O ministro às vésperas das festas fez alguns escolhas insatisfatórias ao povo, como, por exemplo, beneficiar a advogada Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, lhe dando o direito de prisão domiciliar.

O ministro também proibiu a condução coerciva de qualquer investigado, alegando que é inconstitucional, porém essa atitude está prevista no Código de Processo Penal para o caso do indivíduo não comparecer a possíveis intimações. A decisão do ministro é apenas temporária, ainda devendo ser analisada pela Corte, sem uma data prazo.

E, além disso, Gilmar Mendes, em conjunto com Dias Toffoli, barrou a investigação de quatro políticos levadas a ele, sendo três deputados e um senador.

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Publicado por TV Cidade SBT em Sábado, 21 de abril de 2018
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