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Bombardeios de EUA, Reino Unido e França atingiram três alvos na Síria

Secretário de Defesa e chefe do Estado-Maior americano informaram que alvos dos ataques foram unidades de armazenamento e pesquisa de armas químicas
Rastro de fogo no céu de Damasco durante ataque americano, francês e britânico à Síria - 13/4/2018 (Hassan Ammar/AP)
Os bombardeios ordenados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta sexta-feira (13) miraram três alvos na Síria. Segundo informações de autoridades militares dos EUA, os ataques, apoiados por França e Reino Unido, atingiram um centro de pesquisa científica localizado em Damasco, capital síria, uma instalação de armazenamento de armas químicas em Homs, onde supostamente estaria a reserva de gás Sarin do regime do ditador Bashar al-Assad, e outra instalação do mesmo gênero na cidade, que continha também um posto de comando.


As informações sobre o ataque foram anunciadas pelo Secretário de Defesa americano, Jim Mattis, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Joseph Dunford, em pronunciamento após o fim do bombardeios. A ofensiva dos EUA e de seus aliados são uma resposta aos supostos ataques do regime sírio com armas químicas contra a população do país, que deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos no último sábado (7).




Segundo Mattis e Dunford, aviões pilotados foram utilizados nas operações. A Síria reagiu inicialmente com mísseis terra-ar para tentar conter os mísseis e uma TV local veiculou a informação de que 13 mísseis Tomahawk foram contidos, informação que não foi confirmada no pronunciamento das autoridades americanas.

Jim Mattis afirmou que não houve, até o momento, relato sobre perdas de unidades americanas e aliadas. O Secretário de Defesa classificou a ofensiva como “uma oportunidade única e uma forte mensagem para dissuadir Assad”.

Em meio à tensão entre Estados Unidos e Rússia, o general Joseph Dunford destacou que os ataques tiveram o “máximo cuidado para não atingir tropas ou alvos russos e evitar a morte de civis”. Não houve, por outro lado, de acordo com Mattis e Dunford, qualquer coordenação ou notificação com a Rússia sobre os bombardeios, que empregaram aproximadamente o dobro do armamento utilizado nos ataques americanos à Síria em 2017.

Ainda conforme Jim Mattis, os “Estados Unidos têm grande certeza que os Sírios usaram gás cloro nos ataques do fim de semana em Duma”. O Secretário de Defesa também não excluiu a possibilidade de ter sido empregado gás Sarin simultaneamente.