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Primeiro Aécio, agora Alckmin, quem será o próximo tucano a cair?

Depois do encarceramento do ex-presidente Lula, em Curitiba, os caciques tucanos começam a ter problemas na Justiça
Aecio Neves e Geraldo AlckminLéo Pinheiro/25.03.2013/Futura Press/Estadão Conteúdo
Era uma bola cantada.

Com o encarceramento de Lula, os caciques tucanos seriam os próximos a enfrentar o rigor da lei.

Abatido por um placar irrefutável de 5 a 0 no Supremo Tribunal Federal, Aécio Neves ainda junta os cacos para tentar manter o mandato, e, principalmente, o foro privilegiado.

Em Minas Gerais, já se fala abertamente da candidatura dele para a Câmara Federal, um meio mais fácil para fugir da primeira instância.


Réu por corrupção passiva e obstrução da Justiça, o senador ainda tem mais oito inquéritos no STF. Pode até se safar da prisão, mas dificilmente se livrará do ostracismo político.

Hoje, ele foi alvo de mais uma acusação: o empresário picareta Joesley Batista afirmou que o senador pediu R$ 110 milhões, em 2014, e, como contrapartida, ajudaria a empresa, caso fosse eleito.

Ciente do peso que é carregar o nome de Aécio, o ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, jogou o correligionário aos tubarões: "Claro que o ideal é que não seja candidato", disse em entrevista à Rádio Bandeirantes, logo após a derrota de Aécio no Supremo.

A vingança do neto de Tancredo Neves veio a galope.

A decisão do Ministério Público paulista de abrir inquérito civil para apurar se Alckmin recebeu "por fora" mais de R$ 10 milhões nas campanhas ao governo do estado em 2010 e 2014 é um tiro quase fatal na candidatura do ex-governador.

Essa investigação é a mesma que a Procuradoria-Geral da República, de maneira marota, tinha enviado para a a Justiça Eleitoral.

Com o risco de ser condenado por improbidade administrativa e patinando nas pesquisas, Geraldo Alckmin vai realizar uma proeza caso consiga atrair partidos relevantes, como o MDB e o DEM, para a sua campanha.

O ex-presidente FHC, eterno farol do barco tucano, afirmou que "Geraldo é um corredor de maratona, não de 100 metros".

O problema para Alckmin é que ele pode nem entrar na pista.

E, pela primeira vez, desde a vitória de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, o PSDB pode ficar fora do segundo turno da eleição presidencial.

Serra, Aécio, Aloizio Nunes, Eduardo Azeredo, Alckmin...Um a um, os caciques tucanos vão desfalecendo, enquanto esperam o próximo a tombar.

Geraldo é um corredor de maratona, não de 100 metros", disse FHC.

Coluna do Fraga | R7