sábado, 21 de abril de 2018

Trilhas, cavernas e cachoeiras convidam ao turismo de aventura no Xingu

A Cachoeira da Planaltina, com 25 metros de altura, é um dos recantos escondidos nas matas da Região do Xingu
Uma viagem a trabalho para a Região do Xingu, no oeste do Pará, pode ser uma boa ocasião para conhecer belas paisagens, com trilhas, cachoeiras e cavernas guardadas entre a imensidão verde da floresta. Se for neste período do ano melhor ainda, pois a frequência de chuvas aumenta o volume de água das cachoeiras, deixando o cenário mais exuberante e ideal para um mergulho, com o devido registro para exibir aos amigos nas redes sociais.


Para quem está com voos marcados para Altamira, o principal município da área de influência do Rio Xingu, e tem um tempo sobrando, a sugestão é seguir em direção ao município de Brasil Novo, distante 45,8 km, para conhecer o Sítio Ecológico Raízes do Xingu, uma área preservada de 125 hectares. Ali, o viajante se deleita com um espetáculo natural formado por trilhas que levam a mais de quatro cachoeiras e seis cavernas, entre outras surpresas e curiosidades. Os destaques são a Cachoeira da Planaltina e a maior caverna de arenito da América Latina, alvo de pesquisadores.
A maior caverna de arenito da América Latina tem 1.500 metros de comprimento, incluindo salões e dois pisos, e atrai o interesse de pesquisadores
Para quem gosta de turismo ecológico o local é ótima opção. Ao entrar no sítio, paga-se uma taxa de manutenção no valor de R$ 15,00. A Cachoeira da Planaltina, que pode ser avistada de uma escadaria (após descer 100 degraus) é perfeita para o banho, pois sua queda d’água de 25 metros de altura fica em um belo conjunto natural, com um lago que, dependendo do período do ano, atinge tons esverdeados. O local é rodeado de paredões de cavernas, que na parte exterior ostentam um jardim vertical, composto de exemplares da flora da região.
As fortes corredeiras do Xingu podem ser desafiadas por praticantes de rafting
Trilhas - Após conhecer a cachoeira da Planaltina e fazer fotos da caverna, a sugestão é percorrer as trilhas que levam a mais cachoeiras e corredeiras: a Trilha das Cachoeiras, formada por três quedas d’água menores, medindo cerca de 500 metros, e a Trilha do Guariba, que atravessa toda a área do sítio até o Igarapé do Arrependido, um recanto preservado da região favorável ao caiaque, canoagem e rafting. Para os mais ousados há uma área para a prática do balonismo, no alto de uma serra.
O colorido das araras integra o cenário de belezas naturais encontrado na região
Há 12 anos administrando o Sítio Ecológico Raízes do Xingu, Eduardo Modesto informa que adquiriu o espaço após conhecer as belezas naturais, na época em que foi secretário de Turismo e Meio Ambiente de Altamira. “O Pará tem muitas belezas naturais e aqui, na Transamazônica e no Xingu, temos esse sítio ecológico. Antes, a comunidade visitava, mas não havia critérios. Caçavam no local e tudo ficava abandonado e riscado. Com o tempo, fui organizando o espaço para que a população pudesse usufruir um pouco dessa beleza natural”, conta.
A Cachoeira da Planaltina forma um lago que, dependendo do período do ano, ganha tons esverdeado
Infraestrutura - A infraestrutura do sítio oferece chalés para hospedagens aos finais de semana e um restaurante, que serve comida típica feita em forno a lenha. Entre os visitantes, oriundos de várias partes do mundo, destacam-se estudantes e pesquisadores, curiosos para explorar a maior caverna de arenito da América Latina, que fica a 150 metros da Cachoeira da Planaltina e tem 1.500 metros de comprimento, somando salões e dois pisos. “Temos a felicidade de contribuir com o setor cientifico da região, por meio de 15 cursos das universidades que fazem aula prática aqui”, ressalta Eduardo Modesto.
Eduardo Modesto, administrador do Sítio Ecológico Raízes do Xingu, dotou o espaço de infraestrutura para receber visitantes
Rota do Cacau - Segundo a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Altamira e Brasil Novo são municípios da região do Xingu que irão compor a Rota do Cacau, junto com Vitória do Xingu e Medicilândia. O projeto, que está em fase de visitas técnicas, inventários e implementação, deve manter a cidade de Altamira, com sua infraestrutura de hospedagem e locais para realização de eventos e negócios, como base para se chegar à região por via aérea.
Margem do Rio Xingu: ideal para estabelecer uma conexão direta com a natureza
A partir de Altamira, o turista ou viajante de negócios poderá se deslocar com facilidade entre os quatro municípios, em pouco mais de duas horas, aproveitando para conhecer - além das cachoeiras, corredeiras, cavernas e grutas -, as fazendas de cacau.
Começo da Trilha da Cachoeiras, que reserva ao visitante três quedas d’água menores, medindo cerca de 500 metros
Como chegar - De Belém a Altamira há voos diários pela Azul, com duração de 1 h. Ao chegar a Altamira, o viajante segue em direção à Rodovia BR-230 (Transamazônica), no sentido de Medicilândia, até o travessão da vicinal 15. O sítio Raízes do Xingu fica a 5 km. A viagem dura cerca de 50 minutos e pode ser feita em táxi fretado, em carro particular ou alugado.
Volta Grande do Xingu, onde sol, água e floresta formam uma paisagem emoldurada pelo encantamento
Saindo de Brasil Novo, são 10 km em direção à vicinal, e a viagem pode ser mais barata se o deslocamento for de mototáxi, que custa em torno R$ 30,00.

Fotos: WILSON SOARES
Por Julie Rocha | Agência Pará

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Publicado por TV Cidade SBT em Domingo, 20 de maio de 2018

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