quinta-feira, 3 de maio de 2018

Vídeo mostra dinheiro com carimbo ‘Lula Livre’. Juristas condenam

Manifestantes contra a prisão do ex-presidente usam estratégia para passar a mensagem. Atitude pode ser considerada crime
Nota de Real com o carimbo 'Lula Livre'Reprodução/Twitter
Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra notas de Real sendo estampadas com o carimbo "Lula Livre". A estratégia tem sido usada por manifestantes contrários à prisão do ex-presidente. Assista a seguir:

Carimbo "Lula Livre"


Apesar da empolgação das pessoas presentes no vídeo, juristas afirmam que a atitude caracteriza crime de dano e responsabilidade civil por danificar bem alheio. "O valor intrínseco da nota pertence ao portador, mas o papel moeda em si é patrimônio da União", explica Rodrigo Matheus, conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP). "Daí que a deliberada danificação ou destruição gera responsabilidade", completa.


Matheus também informa que um comerciante não pode negar o recebimento de uma nota que tenha recebido o carimbo. "Mas é considerada uma cédula danificada que deve ser trocada nos bancos", afirma.

Legislação


Erasmo Cabral, mestre em Direito Administrativo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também lembra que, embora a Constituição não determine explicitamente a moeda como patrimônio da União, "naturalmente, está lá anotado seu direito de emitir e regular."



Para Cabral, carimbar uma nota de Real pode ser enquadrado como Crime de Dano (artigo 163), que indica destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. "Ficaria Qualificado o Dano, por ser contra Patrimônio da União", complementa. A pena nesse caso prevê detenção de um a seis meses ou multa.

O docente também aponta outra possibilidade, o de Crime de Falsificação de Moeda no Código Penal, que relaciona a alteração como uma das hipóteses (artigo 289).


Assista:
Falsificar dinheiro é crime. A pena pode chegar a 12 anos de prisão

Falsificar, fabricar ou alterar moeda metálica ou papel moeda de curso legal no país ou no estrangeiro é crime previsto no artigo 289 do Código Penal. A pena varia de três a 12 anos de prisão e multa. Estará sujeito à mesma pena quem importar ou exportar, adquirir, vender, trocar, ceder, emprestar, guardar ou introduzir na circulação moeda falsa. Mesmo tendo recebido de boa fé, comete crime, com pena prevista de seis meses a dois anos e multa, quem a recebe e a mantém em circulação, repassando a outros.
Os cidadãos também devem estar atentos às cédulas danificadas. Conforme a Lei 8.697/93, toda cédula que contiver marcas, rabiscos, símbolos, desenhos ou quaisquer caracteres estranhos, deve ser retirada de circulação. Quando isso ocorrer, a cédula ou moeda será depositada ou trocada em estabelecimento bancário, que a recolherá ao Banco Central para destruição. A mesma lei estabelece que ninguém será obrigado a receber, em qualquer pagamento, moeda metálica em montante superior a cem vezes o respectivo valor de face.
Já pela Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), quem se recusar a receber pelo seu valor a moeda legal do país está sujeito a multa. O decreto proíbe ainda usar como propaganda qualquer impresso ou objeto que possa ser confundido com moeda.
Publicado por Gleyson Araujo em Terça-feira, 1 de maio de 2018

Com informações do R7

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Publicado por TV Cidade SBT em Domingo, 20 de maio de 2018

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