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Base tucana no oeste de São Paulo apoia Doria e Bolsonaro

Políticos do PSDB na região trabalham para candidatura do PSL na eleição federal, em detrimento de Geraldo Alckmin

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, visitou a Vila dos Pobres, que atende pessoas idosas carentes em Barretos. Foto: José Maria Tomazela/Estadão
Políticos tucanos da região oeste do Estado estão se dividindo entre o trabalho para a candidatura de João Doria, do PSDB, a governador, e o apoio a Jair Bolsonaro na eleição federal, em detrimento do candidato do partido, Geraldo Alckmin. O vereador Mauro Neves, do PSDB de Presidente Prudente, deixou claro essa posição ao encontrar-se com o presidenciável do PSL, na quarta-feira, durante o périplo de Bolsonaro pela região. “Não deu para ir recebê-lo no aeroporto, mas fui encontrar-me com ele no calçadão do centro.”


Ele afirma que o apoio à candidatura de Bolsonaro é explícito e do conhecimento de lideranças locais e do diretório municipal do PSDB. “Nunca escondi e, se acharem que devem me punir por isso, não terei o que fazer.” Ele explica que não teve como seguir a diretriz partidária. “Sou tenente da PM e, na corporação, a rejeição é muito grande.”


O vereador diz que se mantém fiel à sigla na disputa para o governo. “Estou dando meu apoio ao candidato do PSDB, João Doria.” O ex-vereador e vice-prefeito de Tarabai, Mário Murakami, do PTB, que já esteve aliado com Alckmin, também apoia Bolsonaro e Doria. “Já ajudei o Alckmin eleitoralmente, mas ele se juntou com a esquerda e perdeu nosso apoio. Para o governo do Estado, trabalho para o Doria e apoio um deputado tucano.”

A equipe de Bolsonaro percebeu esse movimento e recomendou ao candidato que poupasse Doria. Nas inúmeras vezes em que atacou o PSDB, dizendo ser “irmão” do PT, o presidenciável citou apenas os tucanos Aécio Neves e Alckmin. Questionado, disse que o ex-prefeito é “pato novo”. “Ele (Doria) é novo na política, não quero nominar ninguém que não mereça. Como regra o PSDB é um partido muito próximo ao PT. Não vou criticar porque o Doria entrou agora na política.”

Fonte: Estadão

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