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'Vai ter um montão de ministro militar', diz Jair Bolsonaro

Candidato cita Transportes e Ciência e Tecnologia como áreas a serem ocupadas

General Hamilton Mourão é oficializado vice de Bolsonaro Marcelo Chello/CJPress/Agência O Globo - Marcelo Chello/CJPress / Agência O Globo
Um dia depois de anunciar o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como vice em sua chapa, o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou que, caso eleito, o ministério será composto por “um montão” de militares. Bolsonaro citou os ministérios dos Transportes e da Ciência e Tecnologia como exemplos de áreas a serem comandadas por militares.

— Vai ter um montão de ministro militar, para que não haja dúvida. Não sei (quantos). De acordo com a competência e habilidade deles. Tem ministério que não cabe militar, porque não temos vivência nisso. Transportes, quem não quer ver, por exemplo, a melhoria dos transportes, a malha viária sem corrupção. Acho difícil corromper um general. Não é incorruptível, mas muito mais difícil que esses últimos ministros que passaram por aí. O que o povo quer é que o Brasil funcione. Não interessa se vai ter militar, homem, gay, mas que funcione — disse o presidenciável, que citou o astronauta Marcos Pontes, também militar, como possível ocupante da Ciência e Tecnologia.


Ao ser perguntado sobre o papel de Mourão, Bolsonaro chegou a anunciá-lo como ministro da Casa Civil. Em seguida, no entanto, ele foi questionado mais duas vezes sobre o assunto e disse que a pasta, responsável por articulações políticas, deverá ser chefiada por um parlamentar.

Questionado sobre o motivo de ter escolhido Mourão, brincou e disse que a decisão foi tomada porque o general também é paraquedista do Exército, assim como ele. O presidenciável disse que não está preocupado em perder apoio no agronegócio em função da entrada da senadora Ana Amélia (PP-RS) na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB):

— Boa sorte para eles e poucos votos. Tem candidato que escolhe o vice com fins eleitoreiros, tem que ser de tal gênero, raça ou região. Eu quero é governabilidade. Tenho que ter um vice que trabalhe junto comigo — afirmou.

Bolsonaro participou de um almoço com empresários na Firjan, no Centro do Rio, e seguiu a tarde para Gramado (RS), onde se encontrou com produtores rurais. Em discurso para os presentes, ele afirmou que vai tirar o Estado do “cangote” dos empresários, defendeu o aprofundamento da reforma trabalhista e ironizou os sindicatos:

— Eu tenho um amor pelos sindicalistas que vocês nem imaginam.

Com informações de O Globo

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