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Bolsonaro diz que “famosos” não receberão financiamento público


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, se manifestou neste domingo (23) sobre uma parte dos seus planos de governo para o segmento da cultura.

Em um publicação na noite deste domingo (23), Bolsonaro criticou a “indignação seletiva e a desonestidade de alguns”, após artistas nacionais reforçarem apoio à campanha contra o presidenciável.



Em uma declaração seguinte, o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, deixou claro que os financiamentos com dinheiro público a artistas “famosos” estão com os dias contados.


De acordo com as palavras do deputado:

Incentivos à cultura permanecerão, mas para artistas talentosos, que estão iniciando suas carreiras e não possuem estrutura. O que acabará são os milhões do dinheiro público financiando “famosos” sob falso argumento de incentivo cultural, mas que só compram apoio! Isso terá fim!

Ainda na noite de hoje, um grupo que inclui artistas, advogados, ativistas e empresários está prestes a divulgar um manifesto contra a candidatura de Bolsonaro.

Segundo informações do Estadão:


O documento intitulado “Pela democracia, pelo Brasil” não indica apoio à candidatura do PT nem de qualquer um dos adversários do deputado, mas afirma ser necessário um movimento contra o projeto antidemocrático do candidato do PSL.

“É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”, diz o texto.

Versão preliminar do manifesto, obtido pelo Estado, conta com cerca de 150 nomes, entre eles os de Maria Alice Setúbal, educadora e acionista do Itaú Unibanco; do economista Bernard Appy; do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura; de Caetano Veloso e Paula Lavigne; do advogado e professor da FGV Oscar Vilhena; e do médico Drauzio Varella.

Caetano e Paula Lavigne declararam apoio a Ciro Gomes (PDT) nesta eleição. Maria Alice Setúbal e Guilherme Leal já atuaram ao lado de Marina Silva (Rede) em pleitos passados, mas não tê m papel na campanha atual da ex-senadora.


Por Tarciso Morais | Renova Mídia

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