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Bolsonaro passa por cirurgia de emergência em hospital

Após apresentar inchaço abdominal e náuseas, presidenciável tem obstrução intestinal diagnosticada e é levado para centro cirúrgico


O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, passou por uma cirurgia na noite desta terça-feira (12), segundo boletim médico do Hospital Albert Einsten, onde o candidato está internado desde sábado (8), após ser vítima de um atentado. Segundo médicos, o procedimento terminou por volta das 23h40, foi bem-sucedido e o candidato passa bem.


De acordo com o boletim do hospital, Bolsonaro evoluiu para um quadro de "distensão abdominal progressiva e náuseas" e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica.


De acordo com médicos especialistas, aderência normalmente ocorre durante a cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica. Além disso, a cirurgia também provocou uma inflamação no intestino e fístula nos pontos.

A aderência foi causada pela inflamação decorrente do trauma. E a inflamação provocou a aderência. O intestino não conseguia empurrar os alimentos.

Leia o boletim médico na íntegra:
Boletim médico sobre saúde de Bolsonaro — Foto: Reprodução
Pelo Twitter, o filho de Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, se pronunciou sobre a nova cirurgia e disse que o estado de saúde dele ainda é grave.

Meu pai está fazendo uma nova cirurgia agora, peço que continuem as orações, o estado dele ainda é grave.

O presidente do PSL, Gustavo Bebiano, disse que a cirurgia deve durar duas horas. Segundo ele, Bolsonaro vinha sentindo muitas dores desde terça-feira à noite e chegou a vomitar.

"Infelizmente, o capitão passou a noite ontem muito mal, em função da alimentação via oral que foi reiniciada. Passou o dia muito mal hoje, muito enjoado, muitas dores no abdômen", disse Bebiano.

Carlos Bolsonaro, filho do candidato, lamentou a necessidade de outra cirurgia e disse que provavelmente a alta, prevista para daqui a 7 ou 10 dias, terá que ser adiada.

Mais cedo, um boletim do hospital informava que Bolsonaro estava com "quadro clínico inalterado nas últimas 12 horas".

Bolsonaro deixou a UTI do Albert Einstein na terça-feira (11) e foi transferido para uma unidade de cuidados semi-intensivos.





Visita de ministro


Nesta quarta, o candidato recebeu a visita do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen. Segundo a assessoria de Etchegoyen, o ministro veio a São Paulo na terça para uma agenda privada e decidiu ver o candidato nesta manhã.

O general não falou com a imprensa. A assessoria do GSI não informou o que foi conversado, mas afirmou que se tratou de uma visita de cortesia. O Palácio do Planalto, porém, confirmou que o ministro levou uma mensagem do presidente Michel Temer (MDB) desejando pronta recuperação.

Na manhã desta quarta, Bolsonaro participaria da série de entrevistas do G1 e da CBN com os presidenciáveis, mas, por causa da internação, ele não pôde comparecer ao estúdio da rádio em São Paulo.

As informações são do G1 e Estadão

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