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Cresce o desespero anti-Bolsonaro de Alckmin

Os marqueteiros tucanos aplicam contra Bolsonaro a campanha do medo, como o PT fazia contra o próprio PSDB e Marina Silva


No dia 3 de setembro, comentei aqui que o PSDB criticava o ex-marqueteiro do PT João Santana em eleições passadas, mas estava indo pelo mesmo caminho com seus ataques a Jair Bolsonaro nesta eleição.

O motivo era a exploração descontextualizada da reação destemperada de Bolsonaro a Maria do Rosário para pintá-lo como agressor espontâneo de mulheres em geral, omitindo que a deputada petista o chamou de estuprador primeiro e que ele, ao contrário dela, estava defendendo naquela discussão a prisão de um estuprador e assassino de mulher.


Dias depois do meu comentário, a campanha de Alckmin apelou tanto em outra propaganda que, em 12 de setembro, a Justiça Eleitoral deu direito de resposta a Bolsonaro no rádio.

Na peça, a campanha tucana explorou uma declaração em que Bolsonaro destaca ter votado contra a PEC das Domésticas e, omitindo os motivos alegados pelo deputado, chegou ao cúmulo de perguntar o que Bolsonaro tem contra pobre.


Luís Felipe Salomão, do TSE, decidiu que a peça “ultrapassou a esfera da mera crítica política, espraiando-se em verdadeira divulgação de fato distorcido”. Para o ministro, ela se utilizou “apenas de trecho da fala do representante, para, a final, apresentá-lo como alguém contrário à classe das empregadas domésticas e aos pobres”.

No dia 16 de setembro, Salomão deu a Bolsonaro mais um direito de resposta a Alckmin em razão de uma peça parecida.

Agora, uma nova propaganda de Alckmin, mais uma vez ao estilo João Santana, apela à distorção feita por setores da imprensa da proposta do economista Paulo Guedes de unificar impostos, para dizer que Bolsonaro vai aumentar impostos dos pobres.

Ou seja: os marqueteiros tucanos aplicam contra Bolsonaro a campanha do medo, como o PT fazia contra o próprio PSDB e Marina Silva.

E, apesar do maior tempo de TV, até agora não decolou a candidatura de Alckmin, que apareceu com apenas 9% das intenções de voto no Datafolha, contra 13% de Ciro Gomes, 16% de Fernando Haddad e 28% de Bolsonaro.

A cada dia, no entanto, fica mais visível o desespero.


Por Felipe Moura Brasil/Jovem Pan

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